Otimização

5 erros que fazem PME portuguesas desperdiçar orçamento

Padrões que encontramos repetidamente nas contas que auditamos. Custam dinheiro todos os dias e não dão sinal nenhum de que algo está errado.

Moedas de euro a escorregar por uma fenda iluminada a verde num pavimento escuro: orçamento de anúncios a ser desperdiçado

Quando pegamos numa conta pela primeira vez, há um conjunto de problemas que aparece com uma regularidade quase aborrecida. Nenhum destes cinco dá erro. Nenhum acende um aviso na plataforma. Todos custam dinheiro.

1. Não medir conversões (ou medir mal)

É o mais comum e o mais grave. Contas a gastar centenas de euros por mês em que o Pixel nunca foi instalado, ou está a disparar o evento errado, ou conta a mesma compra três vezes.

Sem medição correta, duas coisas falham ao mesmo tempo: você não sabe o que funciona, e o algoritmo também não. Sem esse sinal, a otimização automática não tem para onde otimizar.

2. Campanhas que competem entre si

Três campanhas a segmentar a mesma pessoa é o mesmo que licitar contra si próprio no leilão. Sobe o custo, divide os dados por três e nenhuma das campanhas junta volume suficiente para aprender.

Sinal de alerta: várias campanhas ativas com públicos que se sobrepõem, todas com pouco orçamento diário e resultados instáveis.

3. Deixar o criativo a apodrecer

Um anúncio que corre há quatro meses sem alterações está, quase de certeza, a custar-lhe mais hoje do que custava na primeira semana. As mesmas pessoas já o viram vezes de mais, a taxa de cliques cai, e o leilão penaliza. É o mecanismo que explicamos em quanto custa anunciar no Facebook.

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A frequência é a métrica a vigiar. Quando começa a subir e a taxa de cliques a descer ao mesmo tempo, o criativo está cansado. Não é o público que “saturou”, é o anúncio que ficou velho.

4. Mandar todo o tráfego para a página inicial

Paga por um clique de alguém interessado num serviço específico e deposita essa pessoa na homepage, onde tem de procurar sozinha o que veio buscar. Uma parte significativa desiste ali.

O anúncio e a página de destino têm de dizer a mesma coisa. Se o anúncio promete “primeira consulta gratuita”, é isso que tem de estar no topo da página que abre a seguir.

5. Mexer na conta todos os dias

Este é contra-intuitivo. Alterar orçamentos e públicos de dois em dois dias reinicia a fase de aprendizagem constantemente. A campanha nunca chega a estabilizar e passa a vida no período mais caro e mais errático do seu ciclo.

A regra que usamos: alterações significativas, no máximo uma vez por semana, e só com dados suficientes para justificar a decisão.


Nenhum destes cinco problemas é difícil de corrigir. São difíceis de ver, e é por isso que persistem durante meses em contas geridas por pessoas competentes que simplesmente têm um negócio para tocar.

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